No orientalismo, o Tao é o caminho. Um caminho que sempre está mediado pelos extremos, pólos, ora designados originalmente enquanto "yin/yang", pode denotar também "introversão/extroversão", "amor/ódio", "masculino/feminino", "interno/externo".
Em cada pólo, independente das designações dadas às suas ambivalências, existem situações pontuais em que os desequilíbrios podem ocorrer no caminho.
Estar no caminho significa buscar o centro, o equilíbrio, o "justo meio aristotélico" (equidade), situado entre os extremos. Daí a terminologia "Centramento do Self", para demonstrar qual é um dos objetivos da Psicanálise do Caminho.
No Caminho, dentro de um processo terapêutico, vamos aprendendo a lidar com nossas sombras e avançado para o centro, num processo contínuo de busca por melhoria e "individuação", ou atingimento do Self, nossa essência pessoal homeostática.
Individuar-se significa constantemente caminhar por equilíbrio, conforto e qualidade de vida necessária para nosso desenvolvimento enquanto ser humano.
A sabedoria expressa nos ensinamentos antigos, demonstra que essa busca rotineira pelo centramento é parte inamente da nossa própria existência individual. Em algum determinado momento de nossas vidas ela será mais sentida. As chamadas de transformação apenas servem para indicar que o caminho existe e está sendo agora percebido, a partir do momento em que se vive uma das ambivalências de extremos, manifestada no diagrama do Tao.
Estar no caminho é estar em constante busca por equilíbrio.
Os Sistemas e a Transdisciplinaridade do Caminho
Muito em voga na atualidade, a Teoria Geral dos Sistemas abriu caminho para a Transdisciplinaridade. Sistema pode ser entendido como um todo integrado, cujas propriedades essenciais surgem das relações entre muitas variáveis. Daí a necessidade de compreensão do sistema de diferentes ângulos de visão.
Pela metodologia sistêmica, uma realidade há que ser entendida em suas duas bases:
Pela metodologia sistêmica, uma realidade há que ser entendida em suas duas bases:
- Compreender algo sistematicamente é fazer uma leitura da realidade a partir do maior nível de variáveis possíveis, para tentar entender melhor o todo;
- A partir da leitura do todo estabelecido, é possível se fazer predições sobre as ocorrências futuras. Isto é, avaliar e hipotetizar para onde o sistema irá caminhar, conforme a linha do tempo verificada, predizendo, a partir do passado, as decorrências do futuro.
O método sistêmico atualmente foi embarcado pelo método transdisciplinar. Nesse sentido, a idéia de sistema é mantida, sendo acrescida a ela a noção de “complexidade”, “níveis de realidade” e “inclusão”.
Todo sistema se apresenta numa grande complexidade, pois sua existência reflete um feixe difuso de interferências para a sua ocorrência. Cada parte desse feixe difuso de interferências deve ser entendido como um nível de realidade. Por sua complexo, ao sistema sempre poderá ser acrescida a interferência de novos feixes, daí se reconhecer que a leitura de um sistema será parcial, por mais variáveis que se possa analisar conjuntamente.
O importante traço do método transdisciplinar está nesse elemento da “inclusão”, o que possibilita a renovação de qualquer sistema, pois poderá ir além, somando novas e novas variáveis à psiquê.
Isso reforça a hipótese de que a subjetividade é algo que engloba o ser humano como um todo, sua relação com o meio e até mesmo seu espaço de dinâmica social, ambiental e espiritual.
Nesse sentido, a Psicanálise do Caminho busca atuar de maneira transdisciplinar, congregando o maior número de variáveis existenciais visando produzir resultados terapêuticos mais satisfatórios.
Ambiente e Centramento
Para falarmos de centramento, há que se falar do corpo humano, esse imenso órgão sensorial, capaz de perceber e conectar-se energeticamente à natureza e a outros corpos.
Nesse sentido, o corpo humano é a base interna do trabalho com as bioenergias. Do ponto de vista externo, a base do trabalho será o contato do corpo com a natureza intacta (imanência). Dessa conexão entre e corpo e natureza surge o campo de centramento na Psicanálise do Caminho.
Nosso bem-estar, a qualidade de vida, está ligada a essa interação imanente entre ambiente-corpo. O contato com a natureza é sempre centrador, sem ele, passa-se a viver cada vez mais nos extremos, fora do centro íntimo equilibrador. Verifica-se essa falta de equilíbrio pela quantidade de compensações emocionais que se adota para suportar a ausência dessa interação (excesso de alimentos, drogas, remédios, consumismo, atividades que gerem adrenalina).
Essas compensações emocionais acabam por afastar ainda mais o indivíduo do seu centro, criando fantasias de "felicidade momentânea", que fazem com que o ciclo do desequilíbrio aumente constantemente.
O que se busca, com a Psicanálise do Caminho, especificamente integrando-se aspectos freudianos, junguianos, bioenergéticos e existenciais, é buscar a homeostase emocional por meio centramento do self e da reconexão existencial vivenciada.
Recobrar a homeostase exige esse reconectar-se ao corpo e suas bioenergias, para, a partir daí, acessar a novos sentidos para a vida, com a superação das intoxicações energéticas, emocionais e dos pensamentos e vivenciado novas percepões e sensações de prazer geradas pelo contato com a natureza.
Busca-se assim, uma terapia da melhoria contínua da qualidade de vida, na percepção corporal de prazer que, aos poucos, pode permitir maior saciedade, satisfação íntima e desenvolvimento humano.
Nesse sentido, o corpo humano é a base interna do trabalho com as bioenergias. Do ponto de vista externo, a base do trabalho será o contato do corpo com a natureza intacta (imanência). Dessa conexão entre e corpo e natureza surge o campo de centramento na Psicanálise do Caminho.
Essas compensações emocionais acabam por afastar ainda mais o indivíduo do seu centro, criando fantasias de "felicidade momentânea", que fazem com que o ciclo do desequilíbrio aumente constantemente.
O que se busca, com a Psicanálise do Caminho, especificamente integrando-se aspectos freudianos, junguianos, bioenergéticos e existenciais, é buscar a homeostase emocional por meio centramento do self e da reconexão existencial vivenciada.
Recobrar a homeostase exige esse reconectar-se ao corpo e suas bioenergias, para, a partir daí, acessar a novos sentidos para a vida, com a superação das intoxicações energéticas, emocionais e dos pensamentos e vivenciado novas percepões e sensações de prazer geradas pelo contato com a natureza.
Busca-se assim, uma terapia da melhoria contínua da qualidade de vida, na percepção corporal de prazer que, aos poucos, pode permitir maior saciedade, satisfação íntima e desenvolvimento humano.
A Dádiva do Caminho é a Aprendizagem
Vida é movimento.
Tudo na vida tem um fluxo, uma dinâmica de realização, um caminho a ser percorrido.
Algo que está estagnado é contrário à vida, ao fluxo inamente das energias presentes. Esta é a crise.
Se há crise, o processo torna-se entrópico e a corrente natural da vida cessa.
Cessa temporariamente, até que se dê a devida correção de rumo, a reconstrução do veio pelo qual o caminho é restaurado.
Se as coisas fluem é porque se está no fluxo correto de realizações para os quais se encaminhou.
É muito prazeiro observar as pessoas que estão vivenciando o avanço do caminho, cujas vidas parecem possuir um sentido e um contentamento inato admirável. Geralmente são pessoas que prezam a busca pelo equilíbrio, concórdia e bem-aventurança.
É perante esses exemplos que devemos fixar nosso foco de aprendizagem. Observarmos com admiração, dentro da nossa condição de aprendizes para repetirmos acertos emocionais.
Com isso, utilizaremos um meio inato de aprendizagem que é o exemplo e, por admiração, permitiremos que esse conhecimento do caminho adentre a nossas vidas.
A admiração é uma porta à experiência. Sem ela, deixamos de aprender e nos mantemos na ignorância de que, aprender com os outros é uma dádiva a todo momento a nossa disposição.
Bloquearmos as experiências indica que as energias de nossa libido está retidas porque em nosso inconsciente há alguma fantasia narcísica retendo o nosso caminho e nossa aprendizagens.
Se o caminho é pelo movimento, há que se abrir a ele. Deixar as coisas fluirem a seu favor. Trabalhar na busca constante de nosso centramento, pois tudo que está fluindo está no caminho. Se a vida está fluindo, eis o caminho!
Tudo na vida tem um fluxo, uma dinâmica de realização, um caminho a ser percorrido.
Algo que está estagnado é contrário à vida, ao fluxo inamente das energias presentes. Esta é a crise.
Se há crise, o processo torna-se entrópico e a corrente natural da vida cessa.
Cessa temporariamente, até que se dê a devida correção de rumo, a reconstrução do veio pelo qual o caminho é restaurado.
Se as coisas fluem é porque se está no fluxo correto de realizações para os quais se encaminhou.
É muito prazeiro observar as pessoas que estão vivenciando o avanço do caminho, cujas vidas parecem possuir um sentido e um contentamento inato admirável. Geralmente são pessoas que prezam a busca pelo equilíbrio, concórdia e bem-aventurança.
É perante esses exemplos que devemos fixar nosso foco de aprendizagem. Observarmos com admiração, dentro da nossa condição de aprendizes para repetirmos acertos emocionais.
Com isso, utilizaremos um meio inato de aprendizagem que é o exemplo e, por admiração, permitiremos que esse conhecimento do caminho adentre a nossas vidas.
A admiração é uma porta à experiência. Sem ela, deixamos de aprender e nos mantemos na ignorância de que, aprender com os outros é uma dádiva a todo momento a nossa disposição.
Bloquearmos as experiências indica que as energias de nossa libido está retidas porque em nosso inconsciente há alguma fantasia narcísica retendo o nosso caminho e nossa aprendizagens.
Se o caminho é pelo movimento, há que se abrir a ele. Deixar as coisas fluirem a seu favor. Trabalhar na busca constante de nosso centramento, pois tudo que está fluindo está no caminho. Se a vida está fluindo, eis o caminho!
Em Busca do Caminho
Pelo caminho entendemos o encanto pela vida, o seu fluxo contínuo, o processo existencial em toda a sua magnitude dinâmica, experiência, beleza, seus mistérios e possibilidades.
Enquanto se vive num plano inconsciente, vai se levando a vida por um sentido imediatista, consumista, guiado por estruturas e valores anteriores à consciência do indivíduo. Nesse plano, estamos sujeitos a todas as interpéries do caminho, como se nosso destino estivesse limitado a única saída possível. Nosso livre arbítrio só está limitado por aquilo que não sabemos.
Daí advém a crise, os conflitos, o vazio, a falta de sentido. Dentro do caminho, quando isso ocorre, só temos duas saídas: a fuga ou o enfrentamento da crise. Muitas vezes a fuga é a saída mais cômoda, apesar dos seus resultados nem sempre serem satisfatórios por muito tempo. Pode-se fugir através das drogas, dos medicamentos, da comida, do sexo, dos relacionamentos conturbados, do trabalho excessivo ou projetando-se responsabilidades.
Mas chega um momento em que a força dinâmica do caminho, ganha tamanha repercussão em nossas vidas, que a mudança de patamar existencial passa a ser uma opção séria a ser discutida.
Caminhar passa a ser a estratégia de melhoria. Trazer à consciência a condição de que chegou a hora da buscar-se um sentido existencial para a vida. Reaprender a sentir-se bem energeticamente, completo, equilibrado. Esse é passo para o início da fase do Centramento do Self, o reencontro com o seu eu.
Estar em busca do caminho é estar aberto às aprendizagens. Somente aquele que reconhece ser um aprendiz da vida consegue perceber a existência do caminho.
A meta inicial do caminho é enfrentar toda a intoxicação energética (física, emocional e social) que acumulara até então, passando então ao centramento que o levará ao reencontro do seu self. Nesse caminho, o indivíduo começa a colher a melhora contínua em sua vida, transformando sua sombra (pulsões de morte) em homeostase (pulsão de vida).
Aos poucos, isso o conduz até o novo estágio de percepção existencial para melhor, com alegria, bem-estar cada vez mais contínuos. Quando isso começa a ocorrer, o próprio aprendiz passa a ter consciência de que o centramento do self está em curso.
Essa dinâmica de transformação é um processo dinâmico individual, com velocidades variadas, no qual à medida em que o indivíduo centra o self, mais se afasta de suas sombras da vida pregressa.
Se o processo terapêutico estiver firmado, os instrumentos estabelecidos e a inconsciência não mais guiar a vida, aos poucos pode-se ser reescrita a história individual, reconectando-se o self ao ciclo existencial do caminho.
Por transcendência, essa leitura do caminho decorre da tradição milenar da formação dos mestres da humanidade, cujo processo se iniciou na China, com Confúcio e Lao-tsé. Foram eles que demonstraram a importância da estruturação do caminho mediante um processo pedagógico individual.
Nesse sentido, a proposta da Psicanálise do Caminho é de um processo psicopedagógico estrutural para a busca de constante equilíbrio, uma ferramenta de resgate da consciência, em prol da qualidade de vida.
Enquanto se vive num plano inconsciente, vai se levando a vida por um sentido imediatista, consumista, guiado por estruturas e valores anteriores à consciência do indivíduo. Nesse plano, estamos sujeitos a todas as interpéries do caminho, como se nosso destino estivesse limitado a única saída possível. Nosso livre arbítrio só está limitado por aquilo que não sabemos.
Daí advém a crise, os conflitos, o vazio, a falta de sentido. Dentro do caminho, quando isso ocorre, só temos duas saídas: a fuga ou o enfrentamento da crise. Muitas vezes a fuga é a saída mais cômoda, apesar dos seus resultados nem sempre serem satisfatórios por muito tempo. Pode-se fugir através das drogas, dos medicamentos, da comida, do sexo, dos relacionamentos conturbados, do trabalho excessivo ou projetando-se responsabilidades.
Mas chega um momento em que a força dinâmica do caminho, ganha tamanha repercussão em nossas vidas, que a mudança de patamar existencial passa a ser uma opção séria a ser discutida.
Caminhar passa a ser a estratégia de melhoria. Trazer à consciência a condição de que chegou a hora da buscar-se um sentido existencial para a vida. Reaprender a sentir-se bem energeticamente, completo, equilibrado. Esse é passo para o início da fase do Centramento do Self, o reencontro com o seu eu.
Estar em busca do caminho é estar aberto às aprendizagens. Somente aquele que reconhece ser um aprendiz da vida consegue perceber a existência do caminho.
A meta inicial do caminho é enfrentar toda a intoxicação energética (física, emocional e social) que acumulara até então, passando então ao centramento que o levará ao reencontro do seu self. Nesse caminho, o indivíduo começa a colher a melhora contínua em sua vida, transformando sua sombra (pulsões de morte) em homeostase (pulsão de vida).
Aos poucos, isso o conduz até o novo estágio de percepção existencial para melhor, com alegria, bem-estar cada vez mais contínuos. Quando isso começa a ocorrer, o próprio aprendiz passa a ter consciência de que o centramento do self está em curso.
Essa dinâmica de transformação é um processo dinâmico individual, com velocidades variadas, no qual à medida em que o indivíduo centra o self, mais se afasta de suas sombras da vida pregressa.
Se o processo terapêutico estiver firmado, os instrumentos estabelecidos e a inconsciência não mais guiar a vida, aos poucos pode-se ser reescrita a história individual, reconectando-se o self ao ciclo existencial do caminho.
Por transcendência, essa leitura do caminho decorre da tradição milenar da formação dos mestres da humanidade, cujo processo se iniciou na China, com Confúcio e Lao-tsé. Foram eles que demonstraram a importância da estruturação do caminho mediante um processo pedagógico individual.
Nesse sentido, a proposta da Psicanálise do Caminho é de um processo psicopedagógico estrutural para a busca de constante equilíbrio, uma ferramenta de resgate da consciência, em prol da qualidade de vida.
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