Ambiente e Centramento

Para falarmos de centramento, há que se falar do corpo humano, esse imenso órgão sensorial, capaz de perceber e conectar-se energeticamente à natureza e a outros corpos.

Nesse sentido, o corpo humano é a base interna do trabalho com as bioenergias. Do ponto de vista externo, a base do trabalho será o contato do corpo com a natureza intacta (imanência). Dessa conexão entre e corpo e natureza surge o campo de centramento na Psicanálise do Caminho.

Nosso bem-estar, a qualidade de vida, está ligada a essa interação imanente entre ambiente-corpo. O contato com a natureza é sempre centrador, sem ele, passa-se a viver cada vez mais nos extremos, fora do centro íntimo equilibrador. Verifica-se essa falta de equilíbrio pela quantidade de compensações emocionais que se adota para suportar a ausência dessa interação (excesso de alimentos, drogas, remédios, consumismo, atividades que gerem adrenalina).

Essas compensações emocionais acabam por afastar ainda mais o indivíduo do seu centro, criando fantasias de "felicidade momentânea", que fazem com que o ciclo do desequilíbrio aumente constantemente.

O que se busca, com a Psicanálise do Caminho, especificamente integrando-se aspectos freudianos, junguianos, bioenergéticos e existenciais, é buscar a homeostase emocional por meio centramento do self e da reconexão existencial vivenciada.

Recobrar a homeostase exige esse reconectar-se ao corpo e suas bioenergias, para, a partir daí, acessar a novos sentidos para a vida, com a superação das intoxicações energéticas, emocionais e dos pensamentos e vivenciado novas percepões e sensações de prazer geradas pelo contato com a natureza.

Busca-se assim, uma terapia da melhoria contínua da qualidade de vida, na percepção corporal de prazer que, aos poucos, pode permitir maior saciedade, satisfação íntima e desenvolvimento humano.