A Dádiva do Caminho é a Aprendizagem

Vida é movimento.

Tudo na vida tem um fluxo, uma dinâmica de realização, um caminho a ser percorrido.

Algo que está estagnado é contrário à vida, ao fluxo inamente das energias presentes. Esta é a crise.

Se há crise, o processo torna-se entrópico e a corrente natural da vida cessa.

Cessa temporariamente, até que se dê a devida correção de rumo, a reconstrução do veio pelo qual o caminho é restaurado.

Se as coisas fluem é porque se está no fluxo correto de realizações para os quais se encaminhou.

É muito prazeiro observar as pessoas que estão vivenciando o avanço do caminho, cujas vidas parecem possuir um sentido e um contentamento inato admirável. Geralmente são pessoas que prezam a busca pelo equilíbrio, concórdia e bem-aventurança.

É perante esses exemplos que devemos fixar nosso foco de aprendizagem. Observarmos com admiração, dentro da nossa condição de aprendizes para repetirmos acertos emocionais.

Com isso, utilizaremos um meio inato de aprendizagem que é o exemplo e, por admiração, permitiremos que esse conhecimento do caminho adentre a nossas vidas.

A admiração é uma porta à experiência. Sem ela, deixamos de aprender e nos mantemos na ignorância de que, aprender com os outros é uma dádiva a todo momento a nossa disposição.

Bloquearmos as experiências indica que as energias de nossa libido está retidas porque em nosso inconsciente há alguma fantasia narcísica retendo o nosso caminho e nossa aprendizagens.

Se o caminho é pelo movimento, há que se abrir a ele. Deixar as coisas fluirem a seu favor. Trabalhar na busca constante de nosso centramento, pois tudo que está fluindo está no caminho. Se a vida está fluindo, eis o caminho!