No orientalismo, o Tao é o caminho. Um caminho que sempre está mediado pelos extremos, pólos, ora designados originalmente enquanto "yin/yang", pode denotar também "introversão/extroversão", "amor/ódio", "masculino/feminino", "interno/externo".
Em cada pólo, independente das designações dadas às suas ambivalências, existem situações pontuais em que os desequilíbrios podem ocorrer no caminho.
Estar no caminho significa buscar o centro, o equilíbrio, o "justo meio aristotélico" (equidade), situado entre os extremos. Daí a terminologia "Centramento do Self", para demonstrar qual é um dos objetivos da Psicanálise do Caminho.
No Caminho, dentro de um processo terapêutico, vamos aprendendo a lidar com nossas sombras e avançado para o centro, num processo contínuo de busca por melhoria e "individuação", ou atingimento do Self, nossa essência pessoal homeostática.
Individuar-se significa constantemente caminhar por equilíbrio, conforto e qualidade de vida necessária para nosso desenvolvimento enquanto ser humano.
A sabedoria expressa nos ensinamentos antigos, demonstra que essa busca rotineira pelo centramento é parte inamente da nossa própria existência individual. Em algum determinado momento de nossas vidas ela será mais sentida. As chamadas de transformação apenas servem para indicar que o caminho existe e está sendo agora percebido, a partir do momento em que se vive uma das ambivalências de extremos, manifestada no diagrama do Tao.
Estar no caminho é estar em constante busca por equilíbrio.
