Pela metodologia sistêmica, uma realidade há que ser entendida em suas duas bases:
- Compreender algo sistematicamente é fazer uma leitura da realidade a partir do maior nível de variáveis possíveis, para tentar entender melhor o todo;
- A partir da leitura do todo estabelecido, é possível se fazer predições sobre as ocorrências futuras. Isto é, avaliar e hipotetizar para onde o sistema irá caminhar, conforme a linha do tempo verificada, predizendo, a partir do passado, as decorrências do futuro.
O método sistêmico atualmente foi embarcado pelo método transdisciplinar. Nesse sentido, a idéia de sistema é mantida, sendo acrescida a ela a noção de “complexidade”, “níveis de realidade” e “inclusão”.
Todo sistema se apresenta numa grande complexidade, pois sua existência reflete um feixe difuso de interferências para a sua ocorrência. Cada parte desse feixe difuso de interferências deve ser entendido como um nível de realidade. Por sua complexo, ao sistema sempre poderá ser acrescida a interferência de novos feixes, daí se reconhecer que a leitura de um sistema será parcial, por mais variáveis que se possa analisar conjuntamente.
O importante traço do método transdisciplinar está nesse elemento da “inclusão”, o que possibilita a renovação de qualquer sistema, pois poderá ir além, somando novas e novas variáveis à psiquê.
Isso reforça a hipótese de que a subjetividade é algo que engloba o ser humano como um todo, sua relação com o meio e até mesmo seu espaço de dinâmica social, ambiental e espiritual.
Nesse sentido, a Psicanálise do Caminho busca atuar de maneira transdisciplinar, congregando o maior número de variáveis existenciais visando produzir resultados terapêuticos mais satisfatórios.
